Oficina de Informação em Saúde promove troca de experiências na área

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info_e_saude_okNo ano em que se discute o Plano Nacional de Banda Larga, nada mais natural que todos os setores governamentais trabalhem por uma maior informatização dos processos da gestão. Foi com esse objetivo que o 27o Congresso Nacional de Secretários Municipais de Saúde realizou a oficina de Informação e Saúde, com profissionais de experiências exitosas em seus municípios e diversas áreas de atuação.

Os exemplos apresentados foram os dos municípios de Belo Horizonte, São Paulo e Maringá. Representantes da área, do Ministério da Saúde, também estiveram presentes para compartilhar as experiências nacionais de um sistema integrado de informação, ligado ao DataSUS. 

Belo Horizonte

De acordo com Neuslene Queiroz, da Secretaria Municipal de Belo Horizonte, uma das maiores preocupações na informatização está na capacitação dos trabalhadores em saúde. “Muitos profissionais nunca tinham tido acesso a computadores e achavam que um aparelhos entre eles e a população iria atrapalhar.”

No entanto, com a implementação do sistema, os resultados positivos se superaram. As maiores vantagens apresentadas estão na padronização dos serviços de queixa, anamnese, exame físico, diagnóstico e conduta. O controle automático também auxilia, especialmente em grandes estabelecimentos. Além disso, já é possível pensar em facilidades futuras, como educação à distância, videoconferências, teleconsultorias, teleurgência nas ambulâncias e emergências.

Maringá

O preparo dos trabalhadores também foi ressaltado na experiência compartilhada por Gercino Sátiro, gerente de Tecnologia da Secretaria de Saúde de Maringá. “Esbarramos a princípio na cultura do uso da informática. Temos uma cultura de mais fala e escrita. Informatizar com a cultura como estava poderia ser um tiro no pé.” Para evitar que isso ocorresse, foram realizados treinamentos com funcionários do quadro e terceirizados.

“Algo que me surpreendeu foi que os usuários do sistema queriam aprender informática. Treinamos 2150 usuários, desde aquele que nunca tinha pego em um mouse até o programador, que não conhecia aquele sistema especificamente. Houve uma grande preocupação com a parte técnica.”

A expectativa de Gercino é que a experiência do município paranaense sirva de inspiração para os demais. “Penso que o projeto sistema gestor em Maringá, como os dos outros municípios que têm uma ação singular, estimularam os demais municípios a trabalharem uma informação padronizada. E por termos induzido os gestores e usuários a esse novo modelo, Maringá e aqueles que se aventuraram já cumprimos a missão de informatizar nossa rede e a cabeça de muitos."

Confira a entrevista do médico sanitarista Gilberto Reis sobre a oficina 

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